PRÉ CARNAVAL FOLIÕES DA SAUDADE

O pré-carnaval ‘Foliões da Saudade’ chega nesta sexta-feira, dia 14, em Ibitinga. Realizado pelo Rotaract Club, em parceria com a Prefeitura de Ibitinga, a festa tem seu ponto de partida no Lar São Vicente de Paulo, às 18h, e segue em desfile pela Av. Dom Pedro II até a Praça Rui Barbosa.

Na praça, o evento será embalado pela Banda de Metais Maestro Ignácio de Correa Lacerda, cujo som das marchinhas relembrará os antigos carnavais de rua. Dedicado a toda família, o ‘Foliões da Saudade’ espera atrair público de toda a região.

De acordo com os organizadores, a estrutura contará com segurança e apoio da Polícia Militar, SAMU e Corpo de Bombeiros. O local ainda terá espaço reservado para idosos se divertirem no ritmo colorido e emocionante do carnaval. Você não pode perder!

AGENDA

Foliões da Saudade
Data: 14 de fevereiro
Horário: a partir das 18h
Ponto de concentração: Lar São Vicente de Paulo
Endereço: Gama Cerqueira, 430, Bairro São José.

A EXCALIBUR DA VIDA REAL É, NA VERDADE, ITALIANA

O artefato se encontra em uma capela na Toscana, região de origem de um notório santo italiano

Espada de São Galgano, enfincada em uma pedra
Espada de São Galgano, enfincada em uma pedra – Getty Images

Uma espada medieval se encontra fincada em uma pedra na Capela de Montesiepi, localizada na bela Toscana da Itália. Porém, não se trata de nenhuma referência a lenda do Rei Arthur, mas sim da real história de um santo.

A história arturiana pertence à Galgano Guidotti, nascido em 1148. O jovem passou seus primeiros anos em meio à fortuna em uma família abastada, mas aos 32 decidiu mudar de vida e seguir os ensinamentos de Jesus.

Retirando-se como um eremita, ele tomou a decisão depois de receber aparições do Arcanjo Miguel, falando para ele de um encontro com Deus e os doze apóstolos na colina de Monte Siepi (local onde mais tarde seria erguida a notória capela em que está a espada).

Em uma das aparições, Miguel falou para Guidotti que ele deveria se desfazer de todos os seus bens mundanos, ao que o eremita respondeu que seria difícil como partir uma pedra ao meio.

Para provar o seu ponto, Galgano teria tentado fincar sua espada dentro de uma pedra, e, para sua supresa, a espada perfurou e saiu do minério com muita facilidade. Decidido a seguir a palavra do anjo, o homem cavalgou até o topo do Monte Siepi e fincou sua espada em meio a uma impenetrável pedra, onde permanece até hoje.

Espada está fincada até hoje na capela italiana / Crédito: Wikimedia Commons

Um ano depois desse caso, Guidotti faleceu, e em 1185 Papa Lúcio III santificou o homem, e a Capela de Montesiepi foi construída em volta da espada fincada para preservar sua santidade.

São Galgano / Crédito: Wikimedia Commons

Inúmeras foram as tentativas de ladrões e audaciosos de tirar o sabre da rocha, e uma dessas tentativas permanecem expostas até hoje para os que visitam a capela. Um ladrão, enquanto tentava remover a arma do lugar, foi atacado por lobos e somente suas mãos sobraram da investida dos animais.

Os membros mumificados resistem até hoje por razões desconhecidas, mas servem de aviso para os mal-intencionados que hoje tem que passar por uma proteção de vidro balístico para tocar no artefato.

Por mais que tenha sido considerado um embuste por anos, a espada foi examinada em 2001 e teve a sua idade avaliada. O metal e o estilo da arma são consistentes com o fim dos anos 1100 e começo dos anos 1200. Por mais que não seja possível verificar a autenticidade de sua história, a idade, pelo menos, condiz com a lenda.

“Datar metais é uma tarefa difícil, mas podemos dizer que a composição do metal e o seu estilo são compatíveis com a era em que se passa a lenda”, disse Luigi Garlaschelli, da Universidade de Pádua, “Fomos bem sucedidos em negar as acusações de que a história é uma mentira recente”.

Análises feitas por radares ainda contemplaram uma cavidade de 2 metros de altura por 1 metro de largura, que provavelmente devem ser uma cova para o corpo do santo. Além disso, as mãos mumificadas também tiveram sua idade conferida, e condizem com um corpo do século 12.

Conheça o livro escrito e ilustrado por crianças da rede municipal de ensino.

Um livro que conta histórias de personalidades de Ibitinga foi lançado nesta segunda-feira (9), na Escola CIEI. Mas, não se trata de uma literatura comum. O ‘Ibitinga – Memórias Entre Prosas, Linhas e Nós’, conta com desenhos e textos desenvolvidos por alunos de 9 e 10 anos de idade, pertencentes a escolas municipais de Ibitinga.

;“O material faz parte de um projeto extraordinário, chamado de ‘Todo lugar tem uma História para contar’. Nele há o registro da vida de 25 moradores locais, contados sob a ótica de crianças do 4º e 5º anos da Rede Municipal de Ensino. Os personagens foram escolhidos pelos próprios alunos”, resumiu Francisco Talarico, secretário de Educação da Prefeitura de Ibitinga.

A produção do projeto iniciou-se em maio e encerrou-se em novembro de 2019. Durante o processo, alunos e professores realizaram pesquisas, consultas e entrevistas com os personagens, para escreverem as histórias.

“O livro é uma material rico e pioneiro em nosso município. As páginas não só revelam as histórias, mas também são ilustradas por desenhos feitos pelas mãos dos próprios alunos. Essa foi a conclusão de um dos projetos multidisciplinares mais interessantes que já trabalhamos em nossa cidade”, elogiou Francine André, coordenadora pedagógica do município de Ibitinga.

A literatura, que conta com 500 exemplares, foi lançada na presença dos personagens protagonistas das histórias, acompanhados dos professores diretores, alunos, pais e autoridades, que prestigiaram emocionados o acontecimento histórico.

O projeto foi elaborado pelo Museu da Pessoa, ligado ao Ministério da Cultura do Governo Federal. O financiamento de todo o processo foi feito pela empresa AES Tietê, parceira da Prefeitura de Ibitinga em vários outros projetos educacionais de grande relevância.

Conteúdo

O livro revela histórias de personalidades muito conhecidas e emblemáticas pela população. Todas, dentro do contexto de desenvolvimento municipal, importantes na história ibitinguense.

“Podemos citar a história do famoso Dito Bala, emblemático no universo esportivo como treinador. A literatura também possui o importante registro da dona Maria Jovita – pioneira do bordado à máquina – e outros personagens essencialmente importantes em nosso contexto histórico”, revelou a produtora local do projeto, Gabrieli Alcântara.

MUSEU VIRTUAL

Além da literatura impressa, o Museu da Pessoa disponibilizou as histórias, fotos, vídeos e desenhos do projeto na internet. O objetivo é perpetuar a história contada e transformar o conteúdo acessível a todos. Para visualizar, acesse https://www.museudapessoa.net/ e busque pela palavra chave ‘Ibitinga’